O que as mulheres precisam saber sobre o delicado período do climatério e perimenopausa
Saiba nessa matéria especial, o que é? como o organismo feminino funciona? e o que fazer quando a fase pré-menopausa começa dar sinais.
Normalmente após os 39 anos, o organismo da mulhere começa a passar por diversas mudanças, os hormônios femininos responsáveis pela fertilização diminuem, a beleza, textura, e resistência da pele, cabelos e unhas mudam aos poucos, os ossos e articulações tornam-se mais frágeis, o ciclo menstrual passa a oscilar e até o psicológico sofre, devido a essas e outras alterações diversas.
Traremos nessa matéria as mudanças, como entender melhor seu corpor, e a melhor forma de trata-lo com carinho, respeito e principalemente procurar especialistas da medicina que vão te ajudar com as questões presentes nas fases do climatério, perimenopausa, e até mesmo, menopausa e pós menopausa.
Mulheres que passam por esse momento geralmente ficam confusas, exatamente porque ainda menstruam e por conta desse detalhe, elas entendem que não estão na fase da famosa menopausa, porém seus hormônios e corpos estão passando por uma avalanche de mudanças, e a informação acerca deste tema ainda não é muito difundida com informações concisas, ou não alcança para todos os indivíduos.
Em resumo, o climatério é a condição de todo o período de transição hormonal ao redor da menopausa, pode começar próximo aos 40 anos de idade.
A perimenopausa é a fase de transição antes da última menstruação, e a menopausa é marcada pela última menstruação.
Existe também outra fase, o pós menopausa, e nesse período podem ocorrer sintomas e alterações hormonais no corpo feminino até aproximadamente os 65 anos de idade. Um dos sintomas mais conhecidos devido constante reclamaçoes das mulheres que estao enfrentando esses períodos, são os chamados “fogachos” ondas de calor e suores noturnos, que podem levar a despertares seguidos de transpiração e calafrios.
Os baixos níveis de estrogênio, (hormônio relacionado ao controle da temperatura corporal central ) nesta fase da vida, fazem com que o nosso cérebro fique mais sensível às alterações de temperatura, reagindo de forma diferente e buscando o novo equilíbrio do corpo. Porém, esse processo fragmenta o sono e leva ao despertar, muitas vezes com dificuldade em voltar a dormir, orienta a Fisioterapeuta em Sono
Durante o climatério e a perimenopausa, os hormônios começam a oscilar, especialmente o já citado estrogênio e a progesterona, e essas mudanças impactam diretamente o cérebro e o sistema emocional. É nesse período que os primeiros sintomas costumam surgir, irritação, oscilações de humor, ansiedade, calores intensos, esquecimento, fadiga e dificuldade de concentração, muitas vezes sem que a mulher perceba que tudo isso faz parte desse processo natural de transição, explica a psicóloga
Os médicos psiquiatras, também alertam para essas fases que precedem e permanecem também durante a menopausa, ocorre uma reorganização do cérebro feminino, em função das grandes alterações hormonais, podendo causar uma série de sintomas desagradáveis inclusive com sofrimento mental.
Esse período também pode ser um gatilho para quadros psiquiátricos que já existiam de forma silenciosa ou controlada, como depressão e transtornos de ansiedade. Além disso, mudanças corporais, impacto na sexualidade, questionamentos sobre identidade e envelhecimento se somam ao fator biológico, criando um cenário complexo, orienta o psiquiatra
Entender a menopausa sob a lente da saúde mental permite reduzir estigmas, evitar diagnósticos equivocados e oferecer tratamentos mais completos, que considerem tanto o corpo quanto a mente, completa o especialista
Indo contra a percepção de muitas mulheres, os ginecologistas não são os únicos especialistas que devem ser consultados.
É importante que a paciente tenha uma equipe médica técnica competente e completa com profissionais diversos, garantindo resultados mais relevantes e assertivos, aliviando sintomas e antecipando enfermidades que podem aparecer ou piorar nesses períodos.
O acompanhamento com o especialista endocrinologista é importante para avaliar o metabolismo, o controle do peso, a saúde dos ossos, o risco cardiovascular e orientar, quando indicado, o uso de terapias hormonais ou outras estratégias, como a reposição com estradiol associado com antidepressivos, que auxilia na melhora dos sintomas emocionais tão comuns nesta fase.
O tratamento de reposição hormonal também possui efeitos benéficos no tecido ósseo, muscular, articular, melhorando dores lombares e outras articulares, além de melhora no desempenho cognitivo, em mulheres no início da menopausa”.
diz a endocrinologista
A especialista explica que os tratamentos hormonais são benéficos para a saúde da maioria das pacientes, porém o método exige maior atenção médica em casos mais delicados de saúde da mulher ou a idade e fase em que ela está, climatério, perimenopausa, menopausa ou pós menopausa.
O método medicinal com a reposição hormonal, pode ser contraindicado por conta do alto risco de câncer de mama em mulheres que estão na menopausa há mais de 10 anos. Devido ao aumento de riscos cardiovasculares, do qual já falamos anteriormente, a paciente deve ser melhor avaliada pela equipe multiprofissional médica que a acompanha.
A endocrinologista ainda alerta sobre pacientes em condições especificas de saúde, como por exemplo, mulheres com diabetes que estão na menopausa.
As mudanças hormonais podem dificultar o controle do açúcar no sangue e aumentar o risco de ganho de peso e problemas cardiovasculares.
“É importante que seja feito com médico especialista que saiba se existe a necessidade em realizar algum ajuste no tratamento, acompanhamento mais próximo, cuidados com alimentação, atividade física e sono de qualidade, também são fundamentais para manter o diabetes sob controle, prevenir complicações
Manter as consultas médicas, exames laboratoriais recentes, perceber o próprio corpo, mente e cada alteração que passa a surgir é essencial para a saúde feminina nesses períodos.
Além dos já mencionados riscos cardiovasculares e metabólicos, existe também mais um "probleminha" chamado colesterol, que exige cuidado redobrado. Todas essas condições impactam na saúde vascular e hemodinâmica da mulher.
Doenças hematológicas que podem ser descobertas nesta fase, alterações na medula óssea, síndromes mielodisplásicas iniciais ou distúrbios de coagulação, que às vezes se confundem com sintomas inespecíficos da menopausa como, cansaço, palidez, sangramentos e distúrbios da coagulação, algumas mulheres podem apresentar maior tendência a trombose, dependendo de fatores individuais especialmente em uso de reposição hormonal sem acompanhamento adequado, orienta o médico hematologista AUTOR
síndromes mielodisplásicas (SMD) é um grupo de cânceres do sangue onde as células-tronco na medula óssea não amadurecem corretamente, falhando em produzir células sanguíneas saudáveis (glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas), levando à sua deficiência (citopenias) e com risco de evoluir para Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
Cuidar da saúde na menopausa significa olhar para o corpo como um todo, sempre reforço para minhas pacientes, que exames simples, como: hemogramas completos, exame do esfregaço de sangue periférico e da medula óssea (biópsia e punção), análises genéticas e moleculares, podem detectar precocemente alterações que impactam energia, imunidade, circulação e qualidade de vida. Completa o especialista
Essas fases são um marco na vida da mulher madura, é como se fosse uma preparação para uma nova vida, onde o ritmo e escolhas no estilo de vida definitivamente precisam ser repensadas e alteradas.
Você não precisa se adaptar ao desconforto e sim redesenhar o modo de viver para que o corpo volte a ser aliado, não obstáculo. Com compaixão, paciência e claro, apoio. Quando inicia o período de perimenopausa e climaterio a qualidade de vida deixa de ser uma meta distante e passa a ser construída no cotidiano, diz a Especialista em Medicina do Estilo de Vida.
O corpo muda, os sinais ficam mais sensíveis e aquilo que antes parecia “opcional” como qualidade de sono, pausas, movimento, boa alimentação se torna predominante na vida dessas mulheres. Não é sobre fazer mais, é sobre fazer melhor, criar previsibilidade na rotina, reduzir excessos , diminui sintomas, melhora o humor e devolve a sensação de controle e presença, finaliza AUTOR

Cristine Lore
Cristine Lore é formada por comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, Gestão de crise e reputação coorporativa pela faculdade ESPM, e Comunicação Organizacional pela faculdade Cásper Líbero. Apaixonada por comunicação, criou o portal Giro da Lore em Outubro de 2016, e desde então promove e pratica o jornalismo independente por meio de seu portal de notícias e redes sociais, que permanece com um público fiel desde o ínicio do projeto. Além de editora e redatora, Lore também é responsável por negociar parcerias e publicidades do Portal Giro da Lore. Curiosidades sobre a Lore: Totalmente apaixonada por animais, música, documentários,Livros, história, filosofia, sociologia,comportamento humano, e devoradora de tudo sobre True Crime.







